quarta-feira, julho 04, 2007

Olha só...

SE EU CHOREI, O PROBLEMA FOI MEU.

Entendam que não sou frágil e não vou quebrar por causa disso. Ou por causa de qualquer outra coisa. A minha alma é imortal. Não tenho medo de pessoas que podem matar o corpo, mas o corpo apenas. Não tenho medo de não ter o que vestir, de não ter o que comer, porque sei que esse dia não vai chegar.

Entendo que tenho passado por mudanças no trabalho e tensão na universidade. Entendo que preciso arranjar tempo pra liberar o stress com ginástica. Entendo que preciso de mais determinação, se quiser realmente montar horários de estudo pra mim.

Entendo que nada como um dia após o outro. E que vou morrer de rir vendo o jardim florescer, e o sol raiar sem pedir licença, impunemente como diria o Chico Buarque.

Eu entendo que, muitas vezes, Deus tira coisas dos homens pra que eles aprendam. Ou que coloca castigos, mas é pro bem. Entendo que nós, seres humanos, não nos acostumamos com isso jamais. Porque lembramos, não com a mente, mas com o coração, que não era pra ser assim. É aí que nos sentimos peixes fora d´água. É aí que choramos, que cansamos, que ficamos - ao contrário do Joseph Climber - desestimulados e sem vontade de cantar uma bela canção...

Foi assim com a dor do parto. É assim com “do suor do teu rosto trabalharás”... O sonho secreto de cada um de nós é sermos bon vivants anestesiados (tarja preta! tarja preta!). O maior despeito é fazer pouco caso de pessoas que são assim (Paris Hilton! Paris Hilton!).

(Imagine, então, se você for uma mulher do século XXI, tendo que acumular sobre si a dor do parto + o “do suor do teu rosto trabalharás”...)

Mas “O Senhor terá piedade de Sião; terá piedade de todos os lugares assolados dela, e fará o seu deserto como o Éden, e a sua solidão, como o jardim do Senhor. Regozijo e alegria se acharão nela, ações de graças e som de música.” (Isaías 51: 3)

TEMPO DE CANTAR CHEGOU...

“O tempo de cantar chegou/ O tempo de dançar chegou/ Ele vem, e Ele vem saltando sobre os montes/ E os seus cabelos, os seus cabelos são brancos como a neve/ E nos seus olhos, nos seus olhos há fogo...” (Ele Vem – Judson Oliveira)

Um comentário:

Anônimo disse...

Srta L,

não sei o nome do dublador do Shrek mas era o inicial antes de Bussunda ser convidado. Eu gostei.
Ser mulher deve ser muito dificil. Mas tem um cantor que diz que tem que "se saber a alegria de ser uma mulher..."

abraços e lembre-se do Che e da primavera.