HIT THE ROAD, JACK, AND DON’T YOU COME BACK NO MORE NO MORE NO MORE NO MORE (!)
(ou: EUREKA)
“Said woman take it slow
Things will be just fine
You and I'll just use a little patience
Said sugar take the time
'Cause the lights are shining bright
You and I've got what it takes to make it
We won't fake it, Oh never break it...”
(PATIENCE – Guns'N'Roses)
Amo ter irmãos. Do fundo do meu coração. Mas por que mesmo as pessoas têm a bizarra mania de comparar as pessoas?
Não, nada que tenha acontecido comigo ultimamente. Tudo muito sereno por aqui, obrigada. Na realidade, a reflexão é ainda mais profunda. Eu estava “about to” incluir-me a mim mesma no rol dos julgadores-comparadores. Ok, então ele é despojado, o outro é mais centrado. Um gosta de artes, o outro de futebol, um terceiro faz direito. E sempre tem aquele quarto que faz as três coisas, e muito bem.
Em uma Vigília que fizemos com o pessoal lá da igreja há algumas semanas, meu irmão falou sobre isso. Abriu a Bíblia num trecho que falava dos amigos de Daniel. Onde dizia que Deus tinha dado aos três amigos, e a Daniel, conhecimento e inteligência em toda cultura e sabedoria. Mas que, pra Daniel, além disso, tinha dado o dom de interpretar sonhos e visões. Só isso. Sem explicações outras. Deu porque deu. E a atitude daqueles amigos não foi de questionar ou se sentir “second-best”, nem nada do tipo. Eles seguiram sendo eles da melhor forma que puderam. Permaneceram firmes e fazendo bom uso das habilidades que, enfim, foram confiadas a eles (vide Daniel 1:17).
E vou dizer uma coisa: entendo que Satanás é suficientemente sagaz pra ter tentado, pelo menos, colocar inveja no coração daqueles amigos e causar dissensão.
Mas, enfim. A sociedade nos compara. E o pior: nós nos comparamos. E isso é ruim, várias vezes. Porque somos tentados a acreditar que o que somos não é bom o suficiente. E ainda pode piorar, porque podemos, ainda, querer ser o que nem somos nem seremos nunca. Pior? Podemos, ao invés de entender o recado, achar que somos fracassados. Quando, na realidade, não estamos é sendo entendidos nem estimulados: a começar por nós e, pra terminar, pelos outros, como reflexo.
E, é claro, a culpa sempre é do outro.
Ou do Sistema, que é maus, como já dizia o Renato (Russo). Ou da sociedade, que é hipócrita e hostil.
Mas não custa lembrar. De quem somos. E de ter paciência, persistência, visão, teimosia.
Ou coisa parecida.
Beijinhos.
2 comentários:
Esse post veio a calhar para o momento que estou vivendo. Você sempre adivinha, Le...
Depois veja o comentário que fiz no post sobre a Clarice Lispector...
lembrei daquele verso daquela música que cê gosta de cantar,"Que sonha com a volta do irmão do Henfil"...
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