quarta-feira, julho 11, 2007

Acredito que não é só comigo que acontece, é uma sensação nada boa...

Imaginem um personagem hipotético que sempre vai assistir suas aulas. Pois, para si mesmo, não restam dúvidas de que é alguém centrado, responsável, ainda mais esforçado que inteligente.

Mas o professor fala fala e o nosso personagem não escuta. Ouve, mas não escuta.

Então ele desdobra. Afinal - quem é ele! Ele é alguém centrado, responsável, ainda mais esforçado que inteligente.

E é óbvio que tirou uma cópia pra si do roteiro da aula.

Nosso personagem coloca, sobre a carteira-de-escola-pública onde está sentado, o roteiro da aula e o Código. Ele tenta ler aqueles parágrafos, meio turvo pela luz-escura-de-universidade-pública.

O cheiro do ambiente o incomoda. Pois preferiria que ali não cheirasse a nada. E, bem, que em cheirando, cheirasse a algo bom. Tipo, detergente. Amaciante. Qualquer coisa limpa.

Ele provavelmente pensa demais e aprende de menos.

O nosso personagem se incomoda.

Por fim, volta seus olhos para o professor. Sentado, lendo o seu próprio roteiro-de-aula-com-rabiscos-de-professor, na mesa (e cadeira) do professor.

Mas nada é mais. São as aquarelas astigmáticas de Van Gogh.


São as aulas de julho fechando o "inverno"...


FIM.

2 comentários:

Madame disse...

Mas... E as férias?!

Anônimo disse...

mas eu postei as fotas no domingo, amooooor... =*