segunda-feira, julho 28, 2008

"TINHA CÁ PRA MIM QUE AGORA SIM EU VIVIA ENFIM UM GRANDE AMOR. MENTIRA..."


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Assim que percebi que ele estava com depressão, passei a me interessar mais pelo assunto.

Insisti pra que ele procurasse ajuda, acompanhei quando ele começou a tomar remédios, fazer terapia.

E pesquisei sobre como me comportar. Li que o mais importante era cuidar de mim mesma. Entendi que os sintomas da doença eram cruéis. Que a apatia da pessoa pode, por vezes, aparentar que ela não se importa com você. O que, efetivamente, acaba por ser meio que verdade. Levando em consideração, é claro, que, por vezes, ela não pensa nem nela.

Li que é normal que eu me sentisse insegura (por não saber se o desinteresse era real ou mero reflexo da doença), impaciente (porque essas coisas tomam muuuuito tempo), e, também, que era normal que eu achasse que a culpa, de alguma forma, era minha.

Mas quer saber?

A culpa foi minha sim.

Ontem, conversamos bastante. E ele está bem de verdade. E terminamos. E ele simplesmente está bem. Então, a culpa foi minha sim.

Por não ter encerrado esse ciclo antes. Ele poderia já estar bem há mais tempo.

E se eu pudesse resumir tudo tudo que sinto em uma palavra só, seria: estou contrariada. (Ok, foram duas palavras). Mas é tudo. Nada mais. Não estou desesperada. Não estou tão triste assim. É um alívio. Sinto paz. Porque sei que ele está bem. Bem melhor sem mim.

Não quero que ninguém ache que fiz mal a ele. Nunca, jamais foi essa a minha intenção. Tudo que sempre quis foi ver ele livre e feliz. E ele é bem mais livre e feliz sem mim. Paciência.

No mais... é ter muita calma nessa hora. E morreu.

7 comentários:

Anônimo disse...

Srta L.

Algumas coisas simplesmente são. Transcendem à qualquer entendimento.
Não se culpe,jamais.
Força, estou com você.

Anônimo disse...

E haja virgula!

Alessandra Castro disse...

Que historinha mais assustadora cara. Mas naum creio que seja sua culpa naum ó, cada um sabe onde o sapato aperta mais.

Duas estranhas não tão estranhas disse...

Concordo com a Mary, historinha assustadora essa...
Ele, ele, ele, e vc? Só o bem estar dele importa? E o seu, onde fica? A culpa não é só sua, ele também compartilha dela...
Ah! Seja um pouquinho egoísta, pense em vc tmb!
Miss A

Denis Barbosa Cacique disse...

Srta L, esse negócio de depressão é fogo mesmo, sei como é. Pelo menos vc procurou se informar e fazer o seu melhor.
Mas não acho que deveria se culpar. O fato de a separação ter feito bem ao rapaz não lhe permite (logicamente) concluir que vc era a culpa da deprê. Pelo contrário, lhe permite concluir que sua atitude fez bem a ele. Só isso.
Mas não deixe de ficar de olho nele. Nunca.
Bjocas
Denis

Liz / Falando de tudo! disse...

Ele esta bem! e você???
Bem, pense nisso...as vezes é bom ser egoista!!
Liz

kami disse...

Olá!

Sabe que pela primeirissima vez não posso concordar com vc, vc culpa-se por que!?Por ter tentado???
Imagine se ele estaria tão bem se vc simplesmente tivesse deixado que ele "morre-se" no auge da depressão!
Acho legal que vc reconheça que ele está bem sem vc e que isso é mais importante, mais que vc reconheça tb que não é culpada por isso, ele tinha um problema, não vc. Se ele ainda assim consegue solucionar o problema sem vc, otimo! Mais isso não quer dizer que vc provocou o problema!

Mais ainda assim admiro a sua atitude, sempre pensando em tudo pelo lado positivo e ficando "contrariada", se fosse eu, acho que estaria pensando em assassinato ou suicídio!kkk
Brincadeira!
Tem uma surpresa pra vc lá no meu blog!

Bjusssssss