SHOW ME ONE MAN WHO KNOWS HIS OWN HEART. TO HIM, I SHALL BELONG.
Tem uma pessoa que me é muito próxima, e que está com depressão. Foram dias difíceis pra mim. É complicado você ser destratado/ignorado por alguém a quem considera tanto e, ainda assim, ter amor-próprio.
E foi quando eu pensei em arrancar a flor inteira, por causa dos espinhos. Foi quando pensei em abandonar a casa por causa dos ratos.
A depressão é uma doença terrível. A pessoa não dá a mínima pra si. Quanto mais pra os outros.
E se você não prestar atenção. Se você não relevar, e não souber rir mesmo que o filme seja do Tarantino, vai ficar mal.
Os sintomas são cruéis.
Mas a pessoa não é os sintomas que apresenta. Viva a sua vida e acredite nisso, se puder.
Se não puder, caia fora. Mas saiba que, se é verdade o que Drummond diz que “de tudo fica um pouco”, vai também um pouco disso com você. Com sorte, um pouco-muito-pouco.
Cara, é como se eu tivesse gritando muito muito muito. Mas a pessoa não me ouvisse sobriamente. E eu acredito que essa pessoa me quer bem. Só que tudo isso me deixa tão só.
Tão só, e rouca, e humilhada.
Cansada.
E isso não faz parte de mim. Isso de reclamar e deixar as coisas por isso mesmo. Aprendi que, melhor do que reclamar, é fazer você mesmo. Ou ajudar. Ou apoiar. Ok: nenhuma dessas coisas que aprendi me está sendo útil agora.
Aliás, tem uma outra coisa que está.
Aprendi que o amor é um composto de justiça e misericórdia.
Ou seja, que por maior que seja a compaixão, é preciso ser justo. E, se preciso amar aos outros como mim mesma, preciso amar – e muito – a mim mesma. Porque senão não seria justo.
Por exemplo, não seria justo trabalhar um mês inteiro e dar todo o meu dinheiro a quem não trabalhou o mês inteiro como eu. Não é assim.
Mas aí, vem a parte da misericórdia. Porque o amor, também, tudo sofre, tudo crê e tudo espera. Ele é paciente. E, sim, é sofredor.
Mas também não é bobo (ou é?).
Só sabe amar quem tem fé.
CRUZ: eu quero muito que isso passe. Que seja lançado no fundo do mar. Mas não tenho garantia nenhuma, e também não posso garantir, que isso não vá demorar MUITO. Tenho medo de depositar fé demais, de apostar todo o dinheiro no cavalo errado, de ficar sem cartas no baralho.
ESPADA: pode ser que passe. Eu acredito que vá passar. Eu creio. E, quando a reforma terminar, a casa vai ficar MUITO LINDA. Por dolorosas que sejam, certas coisas trazem pra gente um auto-conhecimento impagável, uma maturidade de anos. A casa reformada é tudo que eu quero. Nenhuma outra casa nova ficaria como ela vai ficar. Eu odiaria a casa nova. Mandaria derrubar. Nenhum outro vestido é igual àquele pelo qual se morre de paixão, razão pela qual compramos (e são vendidos)vestidos caros.
Não sou boba. Eu já tinha percebido há muito tempo que havia alguma coisa de errado nessa pessoa. Um não-sei-quê de inconstância. Um sentimento de inconformismo inconsolável. Mas achei que o problema fosse o drama de escolher um curso na faculdade. Ou o drama de querer trocar de curso na faculdade. O drama de não ter trampo ou grana. O drama do não poder ser tudo aquilo que se sonhou, no momento.
Foi só agora, no final de 2007, que percebi que não era isso. Que era depressão.
E, a partir daí, fiz chantagem, pressionei a pessoa pra que procurasse ajuda. Essas coisas que ninguém deve fazer. Em vão.
Nós dois confiamos no mesmo Deus, e eu SEI que tudo vai ficar bem. Como 2 e 2 são 4.
E isso é só um desabafo. Vá desculpando, quem ler.
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P.S. Peço desculpas aos meus queridos e selecionados leitores amigos pelas mudanças de endereço. Não quero espantar ninguém blogueiro daqui, palavra. Mas é preciso esclarecer que este é um espaço reservado às minhas impressões pessoais sobre tudo. Explico: esse é o meu espaço. Então ninguém que porventura me conheça tem o direito de se sentir atingido por nada aqui. Neste blog, as coisas serão expostas sob a minha ótica, e ninguém vai me levar a mal por isso e nem pensar que eu penso algo que não consolidei.
2 comentários:
Esses dias eu conversava sobre isso, amar como a si mesmo. Vai ser fajuto querer tão bem a quem quer q seja se antes eu não me amar. Digo até q dure uns tempos, mas não será contínuo. Um dia cansa!
Bjo, Lena!
amor, torço sempre por vc! e em meio a tantas incertezas, uma coisa posso afirmar: Deus tem o melhor pra vc! E ainda que a passagem seja dolorosa, no final vai valer a pena... to torando viu?!
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