quarta-feira, outubro 31, 2007

“Mas o fruto do espírito é: amor,
gozo, paz, longanimidade, benignidade,
bondade, fidelidade,
mansidão, domínio próprio.”
(Gálatas: 5:22-3a)


Meus queridos, vocês não imaginam o conforto que me dá não ler, dentre as qualidades supracitadas, uma outra chamada “paciência”.

Sim, porque mansidão não é propriamente paciência. Nem longanimidade. Uma pessoa mansa pode ser paciente; e uma pessoa paciente pode ser mansa – sem que sejam sinônimos. Longanimidade tem mais a ver com duração de algo que já iniciou do que com paciência, ou espera.

Por que me conforta? Porque não tenho sido paciente. É verdade.

Também não estou dizendo que não está na Bíblia que devemos ser pacientes. É mentira. A paciência é característica do próprio amor, que é, à uma: paciente, sofredor, justo, puro, bom.

E é verdade que eu não deveria perder a paciência. E não perdi. Ela só ficou mais curta. O comprimento curto está na moda, oras... =/

Eu não tenho sido paciente. E isso me martiriza. Tenho sido menos paciente até com quem amo. Me martiriza porque considero que não deveria perder a paciência. Não estou dizendo que não tenho meus motivos. Mas sim que eles não justificam. Sim, estou cobrando de mim o remédio para o endema.

Remédio que arda, e faça borbulhar o corte. Aonde está minha falta de amor-próprio quando preciso dela?

(E é como se ainda procurasse o sapato X, 10 minutos depois da hora em que deveria sair de casa.)

2 comentários:

Jon disse...

me vi aqui nesse post aqui. Acho q a minha paciência tá se esvaindo por essa vida de atender cliente estressados e não poder resolver o problema deles...hum...
quem sabe um pouco mais do amor q é paciente...

Madame disse...

Você conhece Lenine, Flor?
"Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma/até quando o corpo pede um pouco mais de alma/ a vida não pára..." A melhor definição da forma como lido com a minha paciência...
Eu tenho de sobra. As vezes ela some, em alguns períodos, mas normalmente ela fica por aqui prolongando sofrimentos.
Beijos!