“Todo atleta em tudo se domina” (I Coríntios 9:25a)
E vou comprar uma balança de banheiro.
Hoje era o dia "D" lá no Banco, pense num sufoco. Todo mundo checando as conformidades (tipo: ver a movimentação das contas com indícios de lavagem de dinheiro = movimentação maior que a fonte de renda declarada; checar se as operações que a agência contratou durante determinado período de tempo estavam dentro das normas estipuladas pelo Banco Central; essas coisas). E, ainda por cima, com meta de consórcio pra cumprir.
Minha chefa, que já jura que eu não gosto dela, e meu ex-chefe, ficaram me oferecendo insistentemente um consórcio – pra você ver o TAMANHO do desespero.
Óbvio, não comprei.
Quando cheguei na agência, tinha brindes de seguro de automóvel espalhados pela minha mesa de trás e pela mesa do meu colega, também escriturário. A gente merece (= pressão).
Banco cheio. Um senhor passando mal. Eu com os pagamentos da Fundação, serviço de cobrança, e atendimento Pessoa Jurídica pra fazer, sem chances de ajudar no atendimento (Pessoa Física). Que, afinal, não se saiu tão mal. O problema era a fila do caixa.
Isso me lembra uma música do Patu Fu: “A água um dia vai cair/ Lá do céu azulzim/ E com certeza vai estar/ Molhadinha/ E isso aqui vai virar um lamão...”
Não quero me sentir uma pessoa pior só porque lavo as mãos depois que atendo um aidético. Sou simpática. Procuro palavras amáveis. Escondo de mim qualquer espécie de receio, porque não é certo, e aperto a mão. Mas depois lavo.
4 comentários:
beleza Lena, tudo bem, se isso te
deixa melhor, apesar de vc saber q
não é assim q se transmite.
vc ainda faz melhor q muita gente
por aqui tem médicos q fingem se recusam a atender a certos pacientes
e pedem para as enfermeiras cuidarem do inocente.
ow vida, e eles q fizeram o tal do juramento.
ai ai ai
desculpa a ilegibilidade do comentário
hehehehe
Então nunca mais diga "Aidético". Diga soropositivo, que é mais bonito, embora eu não saiba o que quer dizer.
Eu não lavo as mãos.
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