quarta-feira, setembro 12, 2007

Ontem, fui visitar um amigo que quase morreu.

Explico. Ele estava voltando de um baile de formatura, do sábado pro domingo. Deixou a namorada em casa. E seguiu, dirigindo, pra casa dele. Dormiu. Acordou. E ainda estava dirigindo. Só que tinha um ônibus na frente dele. O carro se meteu embaixo do ônibus. Ficou tudo amassado e emprenssado. A distância entre o ônibus e o meu amigo deveria ser de um palmo ou um pouco menos. Ele ficou inteirinho. Arranhões. E algum trauma de dirigir. Saiu com cacos de vidro pela roupa, caindo por todo lugar. Não mais. Deus é bom.

Sem contar que bateu exatamente em frente a um hospital. Deus é muito bom.

Agora, eles tão sem carro lá na casa. A mãe passa os dias cuidando dele e chorando. E a namorada passou 2 dias à base de Lexotan.

Briguei (com ele). Aliviada.

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Conversamos sobre o acidente. Sobre sentimento de inadaptação. Sobre namoro, sobre “A Família Dinossauro”. Sobre os planos de Deus, os dos outros e os nossos. Sobre ser inteligente, sobre frustração.

Saiba, Pessoa, que gosto muito de você. Me avise antes de morrer, por favor. Eu ainda preciso te abraçar tanto.

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Tá, eu sei que sono é sono, independente de a pessoa beber ou não. Mas, por favor, mesmo que você seja duro de ficar bêbado, como o meu amigo, ou que não esteja bêbado: SE BEBEU, NÃO DIRIJA. Eu disse: NÃO DIRIJA!

3 comentários:

Madame disse...

A possibilidade de perder pessoas queridas assusta tanto, não?
Ainda bem que você teve a oportunidade de pensar sobre isso sem que a coisa acontecesse. Fico feliz pela vida deles que foi salva, algumas não são. Beijos!

Anônimo disse...

tudo bem Lena,
se eu beber eu não dirijo,
eu posso até chamar alguns amigos
para tomar umas, mas a direção
fica pra mais tarde.

dona_mariposa disse...

as pessoas se esquecem dos conselhos tão sábios, né?
que bom que seu amigo está ai. =)
com certeza algumas pessoas ao redor dele também estarão mais conscientes.
beijos.