sexta-feira, março 16, 2007

O CORRE CORRE MEDONHO QUE A VIDA URBANA IMPÕE

Eu só queria sombra, água fresca, e uma vidinha mais-ou-menasmente tranqüila... e me vem a pressão social-industrial. Que não permite, não quer: que eu ande a pé, que eu seja gorda, que eu só estude, que eu só trabalhe, que eu tenha poucos sapatos. Ou que trabalhe e estude tranqüila. Ou que eu ame e me doe sem que isso me doa. Ou que eu more na praia. Ou que eu seja uma cantora, uma artista. Ou que eu seja alguém que cochila depois do almoço enquanto passa o Amadeu (jornal local daqui de Teresina, que passa logo após o meio-dia).

Às vezes eu penso como seria se minha vida fosse ser uma confeiteira de bolos. Como eu capricharia nos bolos de casamento. Com que desvelo colocaria os noivinhos açucarados bem no topo das obras-primas comestíveis. Com que desvelo faria cada flor de glacê.

Estou com algum problema no meu sistema digestivo. Temo que seja refluxo. Porque odiaria fazer aquele exame que mete uma mangueirinha pelo esôfago. Provavelmente porque sempre como apressada, e tensa, e corro tanto.

Todo mundo vive correndo. Por que eu tenho que sentir tanto?

2 comentários:

Anônimo disse...

Ora, Srta Lena, nem tudo são flores na vida de Joseph Climber, quiça, na nossa.
Mas "mesmo com toda trama,com todo drama, a gente vai levando,a gente vai levando..."
O quê eu não sei :)

Anônimo disse...

quem precisa de um refluxo é você, e não seu estômago