quinta-feira, março 29, 2007

GRANDES DESCOBERTAS

Um cliente me denunciou pra Ouvidoria. Está lá, uma denúncia com meu nome: “sra. L. D.” Disse que eu o tratei mal, com discriminação. Gravou o atendimento.

Quando chegou a denúncia, o Gerente da Agência veio me indagar sobre aquilo.

Eu respondi: é, V. Tratei ele mal. Trato mal a todos os clientes que chegam aqui na minha mesa, porque eu não sei o que raios é que bancário quer atendendo cliente.

Ele riu.

Fiz esse cara voltar 2 vezes. Atendi ele 3 vezes, ao todo. Desde o início, ele disse que ia meter um processo no banco. É um juiz aposentado que, certamente, dentre os sonhos que criou para a sua aposentadoria, constava lá: processar o Banco.

Da primeira vez, informei a ele que não havia registrada no sistema nenhuma procuração que lhe desse direito a obter informações minhas sobre a conta.

Da segunda vez, quando ele levou a procuração, informei a ele que a procuração já não vigorava mais porque era muito antiga.

Da terceira vez, quando levou uma procuração nova, encaminhei ele ao Gerente da Agência porque não podia resolver o problema dele.

Péssimo atendimento esse meu, heim? Sinceramente...

A coisa mais certa que fiz foi encaminhar ele pro V., aliás. Já pensou se tivesse chegado a denúncia sem que o V. conhecesse a peça?

Desde o primeiro contato, não houve uma vez em que eu atendesse esse cara sem ser ameaçada. Tanto verbalmente, quando dizia que ia processar ao Banco e a mim, quanto pelo tom de voz dele, pois é um cara muito bruto mesmo.

Tem outra funcionária a quem ele chamou de cara-de-pau (!). Ela mandou ele sair da mesa porque não ia continuar o atendimento. Trata mal a todos.

Descobri que discrimino clientes brutos.

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