quinta-feira, março 08, 2007

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Costumo encarar o 8 de março com um certo despeito. Sei que há uma história por trás disso, que cerca de 149 mulheres morreram e tudo. Mas é mais ou menos um ressentimento pelos outros 364 dias do ano.

Ganhei uma flor. Não um buquê de flores, uma flor só. Já não acho que pra me sentir especial, mas pra me sentir mulher. E em meio a discursos improvisados, os homens atrapalhados tentavam discorrer sobre o que é, heroicamente, ser mulher.

- A super mulher, diziam (e era como se dissessem com essas mesmas palavras)

- A super mulher trabalha, tem filhos. A super mulher lembra de ser humana, tem sentimentos.

Bem, eu não tenho filhos. Nem me considero uma criatura humanitária (e me envergonho disso). Nem eu nem a Cléa, nem a Francisca, nem a Cristina, ou a Elke. Ou a Ivaneide, que não estava lá. Nem a Manu. Nenhuma de nós (exceção feita à Sandra, somente).

Nenhuma de nós tem filhos, ou faz obras de caridade. Ou cuida de casa.

- A super mulher, pensando eu, não tem mais tempo para filhos. Ou para os homens e suas paranóias.

A super mulher se divorcia mais. Casa menos. Corre mais. A super mulher já não faz mais chá-da-tarde para ajudar entidades filantrópicas.

A super mulher mora na cidade grande. Com sua alta tecnologia.

2 comentários:

Anônimo disse...

O dia internacional merece uma frase digna de sua magnitude.
E nada melhor que o homem que mais entedeu da almas da mulheres.E não é o Chico Buarque.
É o velho Nelson:
"Nem todas as mulheres gostam de apanhar.Só as normais"

Madame disse...

Eu ganhei duas flores: uma de uma colega de trabalho super feminista e outra do marido da minha irmã.
Eu acho que merecia parabéns de outras pessoas que acompanham diariamente a minha luta de criatura do sexo feminino. Mas...