sexta-feira, maio 18, 2007

O SER ETERNO.

Alguém aqui já se sentiu sozinha(o)? Amada, mas sozinha. Bem-sucedida, mas sozinha. Plena, mas só.

É um sentimento de solitude que eu creio ser salutar, essencial e deveras vital pra todos nós. Como o leve barulho de nefelibatas pés tocando o chão. É quando o Psiquê olha pra você e diz: entenda a doçura da paisagem, minha mais querida, mas saiba que somos somente eu.

E a tua vontade não é de chorar. As cores são vivas demais pra isso. Você é amada, bem-sucedida e plena. A vontade é de agarrar em Deus como criança que abraça alguém bem, bem alto. Não soltar, não soltar nunca.

Não por medo de perder a graça. Ou por medo de cair. Mas por temor pela graça. Reconhecimento do tanto que ela é essencial, vital, presente e entrementes pra si. No egoísmo de quem concebe o universal ao se perceber refém de uma imensa, gigante, enorme insignificância. Apego e afeto ao Ser. O Primeiro Amor.

Algum sentimento de necessidade da Redenção. Ainda mais. Ainda todos os dias. Ainda sempre, a cada segundo, célula a célula do corpo. Ainda saudades do tempo perfeito, que existia antes da existência que sempre existiu. Lembranças de um paraíso de proximidade em comunhão com o Deus de amor infindo, explosão da vida eterna/atemporal.

E como não dizer que acredito em Deus, sozinha em casa numa sexta-feira à noite?

Aonde o amparo, aonde o escudo, me digam quem consegue, sozinha, defender-se do concreto...

Aonde inseticidas, se eles matariam a mim mesma.

Como amo. Como sou. Plena, existente. Agraciada.

2 comentários:

Anônimo disse...

pow L...
eu sempre entro no teu blog e a cada post fico pensando em algo para colocar nessa caixinha de comentários...
geralmente o resultado é o oposto deste... desculpa tá...
mas no fim, eu curto teu blog mais para saber como vc tá, como vai, etc...
enfim... abraço

Anônimo disse...

Seu post me lembrou Jung: "Prefiro ser integro a ser bom."
Eu prefiro ser pleno,embora não o seja a ser qualquer coisa.Só uma coisa: cuidado com o EGO(psicologicamente), ele mais que qualquer outra coisa te afasta de Deus.Mas isso é tema para um outro post.
Se a vida fosse um filme ou um estilo o meu seria Noir. Bem cínico e antipático. Talvez fosse o Bogart e talvez dirigido pelo Billy Wilder ou pelo Lang.
Quem sabe?
Beijos e boa semana.