Acreditem: as matérias mais interessantes do jornal de hoje não estavam na coluna Zapping. Muita coisa pra comentar...
AGÊNCIA ELEVA CLASSIFICAÇÃO E DEIXA O BRASIL A UM PASSO DO GRAU DE INVESTIMENTO (Folha Online, 10/05/07)
Explico: o nível do Brasil subiu de BB para BB+, pela empresa de Rating Standard & Poor’s (S&P), hoje. Isso depois de já ter subido também pela Fitch Ratings, dia 10. A Moody’s, a S&P e a Fitch são as empresas de Rating mais respeitadas do mundo.
O conceito que elas têm no mercado é tão grande que, quando rebaixam ou aumentam a classificação de um país, os créditos/investimentos destinados a uma nação aumentam ou diminuem, proporcionalmente (!)
As letras BB querem dizer que um país é rentável a longo prazo, a nível especulativo. Subimos de BB para BB+. Mais um passo, e chegamos a BBB-, nível de risco Fitch em que já seríamos considerado um país seguro pra investir!
Resultado....
DÓLAR DESPENCA 1,46%, A R$1,954, APÓS MELHORA DE CLASSIFICAÇÃO DE RISCO (Folha Online, hoje)
SEM CONVITE FORMAL, OCDE PEDE AO BRASIL QUE REFORCE COOPERAÇÃO (idem)
“A OCDE é uma organização internacional e intergovernamental que agrupa os países mais industrializados da economia do mercado. Com sede em Paris, na França, os representantes dos países membros se reúnem para trocar informações e definir políticas com o objetivo de maximizar o crescimento econômico e o desenvolvimento dos países que participam da organização.
Os atuais países membros da OCDE são Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Coréia do Sul, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Noruega, Nova Zelândia, Polônia, Portugal, República Tcheca, Reino Unido, Suécia, Suíça e Turquia.” (idem)
E não querendo achar que essas organizações valham alguma coisa, mas já achando =/
CÂMARA APROVA REQUERIMENTO QUE SOLICITA INSTALAÇÃO DA UESPI (180graus.com)
E quando eu penso que vão CONSTRUIR um CAMPUS para a Uespi, me explicam que a Uespi já tem vários campi. E que vai apenas ser ativado mais um em um prédio de CSU que JÁ EXISTE na zona sul da cidade.
Quando raios as pessoas vão perceber que uma universidade requer um prédio, uma construção de verdade, feita para ser uma universidade, e não só colocar carteiras quebradas em mais uma esquina ou debaixo de um pé de amêndoa!!! rrrrrrr
Quando RAIOS as pessoas vão entender que uma universidade precisa ser colocada dentro de um prédio universitário, construído por um ARQUITETO para ser uma UNIVERSIDADE, e não uma Escola Pública. E não um CSU.
E perceber que estudantes precisam, além das tais carteiras, ar-condicionados e bibliotecas; de cimento, concreto, massará, de traços, de planejamento (e não improvisos). Que construir uma universidade é mais ou menos como preparar enxoval pra ter bebê. Que gente não se educa nem na porrada e nem no descaso, e muito menos no improviso...
Eu não quero uma universidade com cara de Escola Pública. Não quero uma universidade com cara de colégio particular, como muitas faculdades privadas. Eu quero uma universidade com cara de universidade. Com espaço, com salas, com clima, com traços arquitetônicos. Eu quero um lugar onde, mais do que ensinar uma profissão, se convide ao estudo, um espaço irremediavelmente aberto e deslumbrante. Com professores. Ou livros. Que exigir os dois, pelo visto, é exigir demais. Mas, irrenunciavelmente, um espaço.
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Por fim, a notícia de que a Maia Veloso lança este ano uma premiação chamada Atitude 2007 aqui na minha cidade. E que vai premiar o prof. Marcílio Flávio Rangel de Farias com o prêmio Atitude na Vida. Acho que ninguém lembra, mas um dos meus primeiros posts nesse blog foi sobre o prof. Marcílio. Ele fez um bocado de coisas aqui, além de reprovar alunos por não terem alcançado média 7,5 em geometria e química, por causa de décimos. Ele foi alguém querido e benquisto por essas bandas. Deu seu sangue pelo Instituto Dom Barreto, colégio privado daqui de Teresina que alcançou o primeiro lugar geral no Enem 2006. Fez da nossa cidade o pólo da educação (privada, é claro) que somos hoje. Dava caramelo pros alunos. Dava dinheiro pra comprarmos os livros, quando tinha lançamento de livro lá na escola. Levava a gente pra Porciúncula (nome do sítio mantido pelo colégio). Mantinha a Casa Dom Barreto, instituição de caridade que pagava até colégio particular pros jovens internos mais aplicados. Era amigo dos artistas, ciente da sua missão de educar burgueses. Eu o perdôo por prováveis injustiças a alunos artistas. A culpa é da minha educação batista piagetiana, que tanto sofreu nos colégios católicos e tradicionais em que estudei...
Um comentário:
Srta Lena,
O velho Marcilio faz muita falta por estas bandas. Deveria haver um por universidade pública ou particular.
Ah, não conhecia seu lado de jornalista economica.
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