segunda-feira, julho 31, 2006

Não escuto muita coisa há dias. Estou com problema nos meus ouvidos, passando um remédio que os deixa (ainda mais) entupidos. Consulta marcada pra amanhã.

Mas bem que é cômico atender os velhinhos do Banco (que também são surdos, pronto, falei) nesse estado.

Parece que agora fecham mesmo a PAB. E vou voltar pra agência (onde o trabalho nem acaba nem fica pouco) =(

Não que eu não queira ou não goste de trabalhar, mas desacostumei. E também, é trem de doido. Pq vc sempre está atendendo alguém, não acaba, e alguns atendimentos ficam pendentes pra depois vc acompanhar depois (depois, quando?)

E tem os produtos pra vender, e eu não sei vender,

"Não, eu não sei dançar
tão devagar
Pra te acompanhar"
(Não Sei Dançar - Marina Lima)


Comecei a ouvir Deus. Já tem mais de ano. É inexprimível, nem dá pra explicar. Mas algumas coisas não dava pra mim fazer, topava*.

(palavra que eu uso no Banco pra explicar pra um cliente que não dá mais pra aumentar o limite do cartão de crédito: - está topado, senhor)

rs

Descobri ontem que sou muda.

Escuto Deus (graças a Deus). Escuto sim. Mas não consigo falar pras pessoas ao meu redor o que ouvi, quanta coisa (!!!)

E descobrir coisas significa não mais as ignorar.

Falando em Deus, uma vez, aliás, outra vez, eu estava lendo a Bíblia, parece-me que Provérbios. Falando que a Avestruz era tão tonta, tinha os ovos, seus filhos, e os enterrava na terra onde poderiam ser pisados, e deixava ali, ao léu, saía alegremente, e isso era possível porque Deus tinha privado a ela o entendimento daquilo. Não fazia por mal, Deus a tinha privado de tanto entendimento, precauções.

Deus não me privou a mim de nada disso. Eu que sei.

Beijos.

3 comentários:

Anônimo disse...

sabe, amor, quanto mais eu procuro entender Deus, mais eu descubro que eu tenho mais é que me aquietar e esperar o Seus pronunciamentos... quando acho que estou entendendo, descubro que não sei de nada... então, me resta ficar quieto e esperar, com o coração aberto...

Madame disse...

É, ele não me privou de algumas coisas também. Mas talvez seja melhor assim.
Eu já tive a experiência de ficar surda, achei interessante até. Mas doeu...

Eduardo Just disse...

Alguém me diria "Os sem noção são mais felizes..."
A ignorância é uma benção.