LIVRAMENTO
"Manancial
Fonte de vida
De onde eu preciso e quero beber todos os dias
Bem mais que um desejo
Tu és essencial
Pra sustentar a minha vida, Senhor Jesus
Eu tenho sede de Ti
Minha alma anseia por Ti
Só me satisfaço quando estou junto aos Teus pés
Eu tenho sede de Ti
Minha alma anseia por Ti
Manancial, única fonte de vida Tu és..."
(MANANCIAL, Aline Barros)
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Este final de semana, eu tive mais uma vez o prazer e a honra de ajudar um time de missionários norte-americanos a fazer um trabalho evangelístico na favela.
E foi ali, enquanto eu falava pras pessoas mais uma vez do amor incondicional de Deus. E de como Ele simplesmente nos ama. E gosta de olhar, lá do alto, pra gente aqui em baixo, pequenininhos. Gosta de simplesmente nos olhar, de nos ver viver. Enquanto dizia a eles que, mesmo quando O desapontamos, Ele não deixa nunca de nos amar e de querer ter um relacionamento pessoal com a gente.
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Que eu parei. E pensei. Em por que será que fiquei por tanto tempo tentando conquistar o amor de uma pessoa que sempre terminava comigo.
Aí eu parei pra pensar no prazer da conquista. Quando conquistamos algo. Quando conquistamos alguém. Encontramos uma maneira. Nem tão politicamente correta assim. De conseguir atenção, de conseguir algum prestígio, de gostarmos de nós mesmos, enfim.
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Tenho um amigo agente de saúde que me disse que os maiores índices de homicídio estão nas favelas.
Óbvio?
Mas é também por isso que eu largo o que estiver fazendo. Se puder ter a oportunidade de ajudar, já estou dentro. Porque quando uma pessoa acredita em Deus. Busca a ele. Ela conserta a própria vida. Deus recicla gente.
Teve uma senhora que, não vai dar pra dar a vocês a noção exata do que foi aquilo. Foi a primeira visita que fiz no sábado. Ela estava muito atribulada. Quebrantada, chacoalhada. Tem duas filhas sapecas. Já mudou de casa 3 vezes, de favela em favela. Toda vez que o marido a trai, mudam de novo. E aquele coração estava tão apertado. Tamanha humilhação, e vergonha. E ela já vinha tentando escutar a Deus escutando rádios, conversando com um. Com outro. Chegamos ali. Ela não tinha nem cadeiras pra gente sentar. Disse "sim" a Deus tão rápido. Que os missionários acharam que ela não estivesse entendendo a pergunta direito. E, depois de orarmos, ela disse que estava sentindo uma paz tão grande. E aquele coração estava tão pequenininho. E ela confessou que já tinha sentido vontade de matar o marido. Matar a ela mesma. Que já tinha surrado a "outra" um dia, no centro, quando a dita cuja cruzou na sua frente. E quem não entenderia aquele coração falando essas coisas. E a paz de Deus entrando. E uma vida inteira que pela fé eu vejo se reerguendo. Da sombra maldita que te joga no chão e insiste em dizer pra você que, dali, você não vai sair nunca. Da sombra maldita e mentirosa do inimigo da alma.
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E eu fui canal de bênção. Como há tanto tempo me dispus a ser. Onde houver um oprimido, onde houver uma só pessoa acreditando em mentiras. Que adivinhe, dentro de si, que existe céu e luz. Que, mesmo tendo apanhado, ou esquecido de amar a si, sabe lá de que forma, ou a que preço, acredita que existe vida. Porque olha pra uma criança e consegue amar. Porque simplesmente sabe que as coisas não podem simplesmente ser como aparentam se isso não fizer sentido.
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Um comentário:
Ahhh cara e ajudar faz tão bem mesmo, engrandece a alma. ;)
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