Eu poderia escrever um post sobre amigos que vão embora, hoje.
Mas a verdade é que eles ficam.
Não importa se vão embora corporeamente, ou se apenas saem do nosso convívio direto: na verdade, eles ficam.
Fica aquela maneira de ver as coisas. Com aquele jeito que te desarmava, acaba que você sai por aí também e desarma outras pessoas. Com aquele jeitinho de colocar panos quentes quando se achava (ou se tinha certeza de) que o mundo ia desabar, dentro em pouco outras pessoas passarão, como você, pela experiência de alívio tranqüilo depois de uma boa conversa. Quando menos esperar, você também pegou a mania de fazer massagem, ou cafuné, em alguém em quem simplesmente se deu vontade de fazer carinho. E você acaba fazendo novos amigos. Sim, os novos amigos aparecerão. Tão certo quanto os "velhos", em alguma esquina, ressurgirão (e nunca sumiram).
Sem nenhum tipo de aviso prévio, (re)aparecerão. Sorrateiramente.
Eu poderia escrever que os amigos, quando vão embora, te deixam sozinho. Mas a verdade é que, quem tem amigos, não está sozinho jamais. Mesmo quando está sozinho.
Ainda mais quando existe a internet. Ainda mais quando se pode pedir um "colinho virtual". Ainda mais quando existe telefone, webcam...
E essa mania que as pessoas têm, de não querer perder nada nunca. De querer sempre mais de tudo pra si. Não combina com quem tem amigos. Porque o amigo quer o bem do outro, mesmo que isso lhe doa. Quem é amigo, sabe amar. E amar é assim mesmo.
2 comentários:
é...o problema é que as pessoas tem que aprender ser mais independentes...ser livre e deixar o outro livre, se nao fica mais dificil se afastar...
:'(
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