Feliz Páscoa.
Sei que poderia ter dito isso antes.
Mas me acompanhava a sensação de que a Páscoa, esse ano, não tinha caído na Páscoa.
Através da Páscoa, relembramos a morte e ressurreição de Jesus Cristo até que Ele venha. E Ele virá. Não me perguntem se metafísica ou corporeamente, espiritualmente, surrealmente, ou como for. Ele virá. E será mais real do que 2 e 2 são 4.
Não sei se já postei aqui que discordo da existência do tempo como o concebemos. Sobretudo, que discordo dos que, em contra-senso, dizem que Deus não existe. Que discordo dos que afirmam que podemos ser o nosso próprio Jesus particular (conheço minhas limitações). Que acredito que a Bíblia é real, e que João 3:16 é verdade:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.”
Deus é amor. Ele sacrificou o seu filho querido por pessoas injustas que não mereciam isso. Amor dói pra caramba.
Acredito que, se Jesus deu a sua vida por nós, devemos dar a nossa pra Ele em troca. Isso significa que devemos amá-lo. Logo, isso significa que devemos morrer pra nascer de novo. Todo amor é morte de algo. Morte de ego. Morte de eu. Morte de orgulho. Enfim, o maior sacrifício de amor foi morte literal.
Antigamente, na Páscoa as pessoas sacrificavam cordeiros. Mas não se podia simplesmente comprar um cordeiro e entregar ao sacerdote. Era preciso ficar ali, vendo o cordeiro morrer, sabendo que o cordeiro não era culpado, reconhecendo que o cordeiro era inocente. Era preciso assistir tudo. Os tolos acham que, hoje em dia, as coisas são mais fáceis. É que antes, o que as pessoas precisavam fazer era cumprir leis e rituais. Hoje, as pessoas precisam pedir perdão com sinceridade de coração e amar com inteireza. Se você já foi ferido por alguém, ou coisa parecida, me responda o que é mais fácil.
P.S. No canto superior direito do post, meu coelhinho Fuufu. Os coelhos representam a Páscoa porque saem de dentro de um buraco na terra. Analogia a Cristo, que ressuscitou de dentro de um sepulcro. Sobre os ovos de chocolate, aí é outra história...
------------------------------------------------------------------------------------
AVISO: SE VOCÊ É AVESSO A SUBPROGRAMAS TELEVISIVOS, NÃO PRECISA LER O RESTO DO POST.
Quanto a mim, sou tão aberta para programas de televisão quanto a TV aberta, e vou falar de Big Brother.
Mais especificamente, vou falar sobre por que torço pela Gyselle.
Eu não torço pela Gyselle porque ela é bonita, e considero ela bonita.
Definitivamente, não torço pela Gyselle por causa do português sofrível que ela tem.
Eu não torço pela Gyselle porque não goste do Rafinha (pelo contrário, ele é um ótimo jogador, e ético)
Nem pelo fato de ela estar “excluída” – num tempo em que haviam mais de 2 pessoas na casa. E independente de ela ter se excluído ou sido excluída (e acredito nas 2 possibilidades, concomitantemente).
Nem torço por ela pelo excesso de sutiã à mostra – não não. (Muito embora seja opção dela achar que o sutiã é uma peça de roupa como outra qualquer, como blusa, top, ou simplesmente porque – vai saber – incorporou bem demais essa coisa de “estar em casa”).
É. Talvez porque ela fale com o sotaque daqui de Teresina. E porque ela saiba fazer bolo frito (vi essa cena no Multishow, outro dia). Também por ser o apelido dela Cajuína (cristalina, Teresina – como dizem os versos que a Elba tanto canta)
Mas sobretudo: porque ENTENDO ela.
Critiquem a Gyselle. Vocês vão estar criticando um pouquinho do meu hermetismo silencioso também. Somos diferentes, PRA LÁ de diferentes. Não sei dançar assim tão frenética. Nunca participei de um reality show na França. Não sou modelo. Minha família tem a situação econômica um pouquinho melhor que a família dela, graças a Deus.
Mas ENTENDO que ela simplesmente não quis se jogar na piscina e pular, gritando como louca, com as outras meninas no primeiro dia. Acho injusto que isso seja usado como motivo pra dizer que ela se excluiu desde o começo. Não é a personalidade da menina. Não é a minha personalidade também. Talvez como a Gyselle, eu sou mais sertão, esse povo de poucas palavras e sol de rachar. Como no livro do Graciliano Ramos, com o menino 1, o menino 2, a cachorra Baleia e a seca. Como um homem do sertão, a Gyselle não quer chorar. Não reclama. Não diz. É orgulhosa.
Extrovertida, sim senhora. Pelo menos é essa a fama que temos dela por aqui. Mas como uma carioca, nunca. Esse povo cativante, conversador, carismático de morrer... não é daqui.
Hoje de manhã, a Ana Maria Braga deixou claro que não concordou nem entendeu como a Gy poderia ter ficado e a Nat saído no último paredão. Segundo a Ana, a Gy “não fez nada na casa”. Complica, né... Em outras palavras, a Braga delineou o perfil psicológico, ou comportamental, que uma pessoa teria de ter pra ganhar um BBB. Ou coisa parecida. Nada contra a Natália, é uma menina linda, mas de comportamento vulgar.
Junte agora o hermetismo da Gy com alguma justificada mania de perseguição dentro da casa e temos o que se vê: alguém claramente perturbada. Desde a saída da Thati, a Gy surtou e não voltou ao normal. A sensação que dá é que a qualquer hora ela vai explodir. Mal sabe que, por todo o país, só o que tem é gente questionando a ela e ao jeito de ser dela. Que, sim, é imperfeito. Até porque não, ela não está bem (meio perturbada); e sim, ela vai precisar de terapia.
Nunca antes se viu no BBB ninguém chupando laranja, fazendo bolo frito, extrovertida e do "sertão". Essa é a Gy. Não é a melhor jogadora (esse é o Rafinha), nem a mais carismática. É uma menina com sérios problemas que devem ter se acumulado por anos e se refletem numa maneira de ser que agora é questionada, com pertinência, por todo o Brasil. Eu torço por ela.
E receio por tudo que a espera fora da casa. Pelos parentes que desconheço, mas que, de repente, podem canalizar pra ela expectativas injustificadas, ou querer dela coisas que ela não deveria dar. Pelo que a fama pode fazer com uma menina que, repito, não está bem. Pelo fato de que o ex-namorado dela veio da França pra cá pro Brasil atrás dela depois dos últimos acontecimentos.
Por fim, o Rafinha é um ótimo jogador, e eu não vou ficar seriamente aborrecida se ele vencer. Sobre ele, tudo que tenho a dizer é: que jogo!
Mas, se simpatizam com a Gy, votem nela. Talvez nem seja o melhor. Mas ela ia ficar contente.
2 comentários:
"Logo, isso significa que devemos morrer pra nascer de novo".
Talvez "renovação" não tenha sido a palavra mais correta a se usar em meu post. Renascimento talvez seja. Mas eu não estava em condições psicológicas de dizer a coisa certa.
Beijos!
Ah.
Eu surtaria também num programa como aquele. Ter sua humanidade questionada o tempo todo... Não, eu não serviria pra isso. Até minha exposição no blog, com meia duzia de acessos semanais, as vezes me assuta. =P
Postar um comentário