quinta-feira, novembro 30, 2006

Época de avaliações lá no Banco. Cada chefe vai avaliar seus subalternos e cada funcionário, em geral, vai analisar a si mesmos e a chefes, colegas.

Ainda estou no grupo da minha ex-chefe e, portanto, ainda é ela que vai me avaliar.

Acho que ela me deixou por último, pois não me avaliou ainda.

Disse que não gosta de dar 5 a ninguém (é a nota máxima). Que considera 5, assim, um auge de superação de limites, de blá-blá-blá do mais alto escalão.

Pouco me interessa essa bendita avaliação. Mas aleguei que me superei, sim, durante este último ano da minha vida, da minha data de posse no Banco até hoje.

Ela disse que sim, que me superei. Pois no início nem ao menos entendia as coisas que eu falava.

Respondi que, daqui onde estou, há uma distância inacreditável até o externo. E que ela não acreditaria, se eu contasse.

(A S.,minha ex-chefa, já está quase acostumada com minhas divagações)

E, bem, é isso mesmo. As pessoas estão longe de calcular o quanto sou cosmopolita ao dar "oi" pra uma pessoa na esquina, ou na padaria. Quanto respeito a culturas diferentes, quanto amor pelo desconhecido, quanto senso de humor... pra, simplesmente, entender que tudo é despropositadamente diferente demais de mim, pra mim. Ideologicamente, essencialmente, intimamente, pessoalmente, transversalvemte, metafisicamente..

Um comentário:

Anônimo disse...

você é nota dez, amor!!!