Semana passada, teve Salão do Livro aqui em Teresina. O saldo disso foi um videobook que o meu amado me deu da Marília Pera, Cartas a uma Jovem Atriz, e também conheci Marina Colasanti. A Marina. Que me conta fabulosas e verossímeis histórias desde eu pequenininha. É uma senhora de seus 70 e poucos anos - elegante, sensata, linda e muito viva - e a impressão que tenho é que ela me achou jovenzíssima. Pretensiosíssima. Como só quem nunca publicou nada, nem fez, nem aconteceu ainda, pode ser.
Com a Marília, aprendi o que já desconfiava. Que um ator de verdade ensaia, estuda e conhece a si mesmo. E que precisa preservar a sua essência. Como se precisa de qualquer outra coisa realmente necessária. Alguém que fez um pacto com o sangue de Cristo, Marília, é quem sou. Defendo a minha fé, e o direito que todos têm de crer, contra a tirania do desencanto desesperado, com firmeza, mansidão, criatividade, para escândalo e choque de muita gente.
Não deixaram de ser dois encontros. Eu, mortalzinha e anônima. Mas observando tudo e aprendendo tanto (é inevitável aprender).
Confesso que gostaria de saber contar boas histórias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário