sexta-feira, abril 04, 2008

BRUTA, CIEGA, SORDOMUDA
(TORPE, TRASTE Y TESTARUDA...)


Meu amigo Carlos me contou que oxigênio envelhece. Mas eu já sabia: viver envelhece.

A neném dele nasceu 2 meses antes do esperado (com 7 meses): já vi que essa menina vai ser intensa como o pai. E como ainda não estava respirando bem, tiveram que colocar mais doses de oxigênio no ar dela. E isso é grave. Porque o oxigênio podia prejudicar alguma coisa nela, ou visão, ou audição. Porque não podemos simplesmente ficar tão expostos a oxigênio assim. Oxigênio mata.

Espero que Clarice (a neném) já esteja bem. Estou doida pra ver ela.

Pra variar, tudo isso me fez olhar pra dentro de mim mesma. Existem coisas que amo, como polpa de morango entre o sorvete. Mas que, se me são impostas de uma determinada maneira, me deixam triste, pesada, balofa, séria e grave.

Juro que não me entendo. Ou pelo menos, que ainda não me entendi.

Eu só queria ser, fazer e acontecer. E, de repente, preciso dos outros.

E precisar dos outros é ruim, não presta, “vixe maria”...

Eu não sei, não gosto e não consigo liderar. Não com leveza. Vai contra minha natureza libertária.

A mente dos grandes capitalistas é sórdida, e eles não pensam no bem-estar da coletividade. Só que nunca-jamais alcançariam o êxito que têm alcançado sem o espírito de cooperação que os bons líderes que eles contratam levam para suas equipes.

O Gerente da minha agência é um desses bons homens. Ele é simples. Bacana. Valoriza a todos. Mas nossas metas só têm sido pancada atrás de pancada.

É uma contradição isso de que o trabalho escraviza e liberta o homem e a mulher. Mas eu aprendi com minha mãe que trabalho a gente não escolhe e nem reclama. Do senso comum, trouxe para o meu caderninho de frases de pára-choques de caminhão que “o trabalho dignifica o homem”. Posto tudo isso, é contra meus princípios reclamar de trabalho. Trabalho é trabalho. Não se espera que você goste, mas que faça bem. Não se espera que o trabalho realize você, mas que você realize o trabalho.

Só que não estou mais falando de trabalho. Estou falando de aspirações, oxigênio, vida, espírito e arte. E sobre como é pesaroso pra mim estar em situações em que precise exercer liderança. Eu estou dizendo que não gosto do fato de que mexer com Teatro Cristão exija de mim uma situação de liderança. E vou falar diretamente com Deus sobre isso.

Estou explicando a vocês que o trabalho sempre é válido. Mas que o que é vida e oxigênio deve ser pausado. Porque senão você pode ficar cego, ou surdo. E vou esperar pra ouvir o que Ele vai responder.
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P.S. Em dezembro, serei tia. (!)

2 comentários:

Anônimo disse...

Clarice está bem melhor
não está mais usando CEPAP, portanto respirando concentrações normais de oxigênio, logo está ouvindo e vendo
tudo que se passa ao seu redor
desde a mãe brincalhona ao pai bobalhão

=D
ainda no hospital
depois que ela sair, nós vamos tirar fotos e eu ponho no meu orkut

bye bye

Duas estranhas não tão estranhas disse...

Olá!!

Nossa!Que bom!
Estava preocupada c/ ela,sei q pode parecer hipocrisia ou simplesmente falsa solidariedade...
Mas,qndo se trata de seres indefesos,como crianças,idosos e animais,acabo sempre me preocupando e tomando as dores...

sobre vc n se entender,bem vinda ao mundo...se vc conseguir se entender plenamente,cuidado!pode não estar batendo bem...rs

Beijos!

Miss T!