
IF I WERE A PAINTING – parte 2
Piloto: - Atenção, senhores passageiros do vôo 1658: dentro de alguns minutos estaremos efetuando o procedimento de aterrissagem. Em Teresina, 36 graus e céu limpo.
Passageiro: - O céu lá é sempre limpo.
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Não avisei, mas estive em Brasília/DF do dia 16 até hoje (ou ontem, dia 20). Fui pra fazer a entrevista no consulado dos Estados Unidos, pra que me concedessem o visto pra viajar aos EUA, no mês de fevereiro. Mas eles não me concederam. A consulesa informou-me que sou uma imigrante em potencial, e que havia uma lei nos Estados Unidos que a permitia negar o visto pra mim. Isso, baseado na minha idade e no fato de que não tenho marido nem filhos, e moro na casa dos meus pais. E iria viajar só. Porque aí, ela deduziu que eu não teria vínculos sociais ou econômicos fortes o suficiente pra não querer imigrar para lá, uma vez tendo em mãos o requerido visto de turista.
É roça achar que eu largaria meu emprego estável em instituição de economia mista (celetista, eu sei), e meu curso de direito, pra ir lavar prato. Paciência. Ainda perguntei se não teria como me dar visto pra um período de tempo menor. Ela respondeu que não seria possível. Não argumentei.
Mês que vem, vou começar a sondar o que é necessário providenciar pra uma viagem ao Canadá, ou Austrália.
Anyway.
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É impossível escrever aqui exatamente o quanto foram preciosos os dias em que estive ali na cidade-concreto, carinhosamente agasalhada no apartamento de uma amiga que não via há 5 anos. Nos vimos pela última vez quando eu tinha 18, e ela 19 anos. Esses 5 anos mudaram muita coisa em mim. E nela. Me tornei alguém mais dura, menos tolerante, muitíssimo menos complacente, mais direta, mais exata, mais adulta, mais mulher, mais finita. Ela, uma mulher também mais dura, menos conivente, muitíssimo mais paciente e menos ansiosa e insegura. Aliás, alguém quase que totalmente segura, confiante, paciente. Mas, por debaixo da maquiagem, nos reconhecemos em essência perfeitamente. Acho que ainda temos a mesma voz. Ela canta cada dia melhor. Ela tem os olhos do Pai.
“Eyes that find the good in things, When good is not around.
Eyes that find the source of help, When help just can't be found.
Eyes full of compassion, seeing every pain.
Knowin' what you're going through, and feeling it the same...”
(FATHER'S EYES – Amy Grant)
Ela finalmente se tornou uma psicóloga (sonho antigo, dos tempos de 3º ano no Colégio).
Me sentindo acolhida por toda aquela família, pelos pais (que são um casal de missionários), todos os filhos (que são meus amigos, com ela,4), e pela avó (já do alto dos seus 89 anos, dando trabalho, mas sem perder a graça).
Nunca mais vou pensar ou dizer que não tenho amigos. É muita mentira.
Algo assim... foi uma crônica que eu li, já não sei mais quem escreveu. Mas “se você encontrasse a si mesmo, 5 anos atrás, como se explicaria?”.
Autoconhecimento. Carinho. Cumplicidade. Confiança total. Portas abertas. Reencontro, apoio, frecha de ar fresco. Desconhecer, reconhecer, ter que voltar pra minha casa e dar tchau. Como se o domingo à noite tivesse chegado.
(Quando éramos crianças, íamos depois do culto da manhã pra casa uma da outra, passávamos o dia lá, e, de noite, voltávamos pra casa com nossos respectivos pais, depois do culto do domingo à noite lá na igreja)
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Tive um bom vôo. Adoro as turbulências, aliás. Porque o avião treme e dá friozinho na barriga, que nem parque de diversões. Foram no máximo 5 (turbulências leves). Sentei do lado de um carinha que se afirmou estressado. Por motivos de cunho pessoal. Mas, depois, não entrou em detalhes.
5 comentários:
Afe, povo fresco! Pega esse dinheiro e vai pra Fernando de Noronha, q é muito mais negócio!
Ei, menina, quer ver o blog de uma mulher inteligente? http://normabraga.blogspot.com/
:**
Marcelo Bothers.
Belo post sobre a amizade.
E que Deus salve a América!
Aff... EUA já não é negócio há muito tempo, Flor. Eles são paranóicos assim. Você teve sorte, conheço gente que foi até lá, com visto e tudo, e foi barrado na alfândega, tendo que voltar. Pelo menos valeu a viagem. =)
Beijo.
Pra onde vc pretendia ir, Srta. L? Eu tenho vontade de conhecer aquelas cidades pequenas dos filmes e séries. Sei lá porquê. Mas não deve ser tudo tão encantador qto nos filmes, né?
Bj
Veio a Brasília?
A Srta. L poderia ter dado um alô.
Não tenho contatos no consulado, mas saberia informar sobre um sorvete que cura qualquer decepção.
=P
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