
"Quero colo
Vou fugir de casa
Posso dormir aqui, com vocês?
Estou com medo
Tive um pesadelo...
Só vou voltar depois das 3
Meu filho vai ter
nome de santo,
quero o nome mais bonito.
É preciso amar
as pessoas como se não houvesse amanhã
Porque se você parar
pra pensar
na verdade não há
Me diz,
por que é que o céu é azul?
Me explica a grande fúria do mundo
São meus filhos que tomam conta de mim
Eu moro com a minha mãe, mas meu pai vem me visitar
Eu moro na rua, não tenho ninguém
Eu moro em qualquer lugar
Já morei em tanta casa que nem me lembro mais
Eu moro com meus pais...
Ooo
(É preciso amar...)
Sou a gota d'água
Sou um grão de areia
Você me diz que seus pais não lhe entendem
Mas você não entende seus pais
Você culpa seus pais por tudo
Isso é um absurdo
São crianças, como você
O que você vai ser quando você crescer?"
(Pais e Filhos - Legião)
Lembrando a minha adolescência traumática. Do meu caminho até aqui, e no agora sempre muitíssimo bem acompanhada da minha falsa normalidade/moralidade. Das covas onde enterrei e de onde desenterrei minhas muletas, até decidir jogá-las no mar. E que, nesse ano de 2006, não me perguntem em que mês, completamos 10 anos sem Renato.
Engraçado, eu estava em Carolina/MA, na cachoeira de Pedra Caída. Quando começamos a distinguir que o pagode que estava tocando, na realidade, era "Será". Ao que comentei: é isso aí, 10 anos sem Renato, a galera fez o que quis, rs
E MEU CAMINHO, SÓ MEU PAI PODE MUDAR...
Um comentário:
Foi em outubro... os meus coleguinhas de 6ªsérie caçoaram de mim e do João, dizendo "Hahaha! O viadim de vocês mór-reu!"... aí, o João se estressava: "Olha, quando aqueles Mamonas morreram no início do ano, só o que eu vi foi neguim chorando e nem por isso enchi o saco de vcs!"...
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